Eventos em Gestalt-Terapia

O INSTITUTO GRANZOTTO criou um Encontro de Gestalt-terapia com o intuito de reunir alunos, ex-alunos e gestalt-terapeutas de nosso Estado e das demais regiões do país que queiram compartilhar suas experiências e avançar nas discussões sobre uma clínica gestáltica que atenda as demandas contemporâneas.

GESTALT EM TODO LUGAR
Encontro On-line de Gestalt-terapia
O sofrimento ético-político e a clínica gestáltica

Este evento que será totalmente online acontecerá em 21 e 22 de novembro de 2020, e vem inaugurar uma nova fase nos eventos promovidos pelo Instituto Granzotto.

Preocupados com os efeitos psíquicos da pandemia, do aumento da desigualdade social acirrada pelo ethos neoliberal e pelos retrocessos nas políticas públicas, vamos tematizar neste encontro o Sofrimento Ético-político e a Clínica Gestáltica, através de debates sobre este sofrimento nas diferentes populações excluídas pelos dispositivos de poder e pelas diferentes estruturas sociais que promovem discriminação, exploração e menos valia.

Convidamos a todos os clínicos, educadores, profissionais e estudantes da área da saúde a participarem deste evento conosco.

Acreditamos que a consciência crítica e a construção conjunta sejam a potência necessária para transformar.

PROGRAMAÇÃO
Dias 21 e 22 de novembro de 2020 - Evento On-line

9h - Abertura
“Ser junto”: um novo ethos gestáltico
Rosane Lorena Granzotto – Florianópolis - SC
Psicóloga clínica de orientação gestáltica (CRP 12/39), mestre em Filosofia, diretora do Instituto Granzotto de Psicologia Clínica Gestáltica, co-autora de Fenomenologia e Gestalt-terapia, Psicose e Sofrimento, e Clínicas Gestálticas.

11h
Falência social dos ajustamentos: quem é o "outro" nas situações de crise?
Diogo de Oliveira Boccardi – Florianópolis – S/C
Psicólogo (CRP 12/08439), gestalt-terapeuta, especialsta em Psicologia Clínica, mestre em Saúde Mental e doutorando em Ciências Humanas (UFSC).

14:30h
Para além das psicoses: andanças do Acompanhamento Terapêutico (AT) pela Clínica do Sofrimento (ético-político e antropológico)
Marcele de Freitas Emerim – Florianópolis – S/C
Psicóloga (CRP 12/9066), gestalt-terapeuta, acompanhante terapêutica, mestra e doutora em Psicologia.

16:30h
O "não-lugar" e a clínica do sofrimento: o suicídio como resposta à 'im'possibilidade de ser humano
Dionatans Godoy Quinhones – Dourados - MS
Filósofo, psicólogo (CRP 14/05667-2), mestre em Psicologia, professor de Psicologia Fenomenológica na Universidade Federal da Grande Dourados.

18h
Lançamento do livro "Gestalt-terapia e Experiência de Campo: dos Fundamentos à Prática Clínica" de Marcus Cézar Belmino.

9h
Clínica e Sofrimento Ético e Político de pessoas LGBT+
Ematuir Teles de Sousa – Florianópolis - SC
Psicólogo (CRP-12/12502), mestre em Psicologia Social, especialista em Psicologia Clínica em Gestalt-terapia, professor do curso de Psicologia da ACE/Faculdade Guilherme Guimbala.

11h
Pensadoras Negras e a Clínica do Sofrimento ético-político e antropológico: diálogos iniciais
Gisleide Maria de Sena – Barueri – SP
Psicóloga (CRP 06/134357), gestalt-terapeuta e especialista em Saúde Coletiva.

14:30h
Triste, louca ou má? Refletindo sobre a função personalidade na dinâmica de violência contra as mulheres
Rayane Sales Nobre de Lima – Juazeiro do Norte – CE
Psicóloga (CRP 11/11190), gestalt-terapeuta, presidenta da Comissão de Direitos Humanos do CRP 11, coordenadora pedagógica da Clínica Diálogos, membra da Frente do Movimento de Mulheres do Cariri e formada em Educação Popular.

16:30h
A invisibilidade da clínica do sofrimento na graduação e nas formações em GT
Marcus Cézar Belmino – Juazeiro do Norte – CE
Gestalt-terapeuta, psicólogo (CPR 11/05136), mestre em Psicologia e doutor em Filosofia (UFSC). Professor do curso de Psicologia e do programa de Pós-Graduação em Ensino em Saúde (UNILEÃO). Sócio-Diretor da Diálogos - Centro de Desenvolvimento Humano e Psicologia Clínica.

18h Fechamento
Inclusão como intervenção
Rosane Lorena Granzotto

INSCRIÇÕES

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INFORMAÇÕES

contato@institutogranzotto.com.br
(48) 3322-2122
(48) 9 9960-9603 - WhatsApp

Eventos Anteriores

V GT Catarina e I Encontro de Cultura Solidária

Se uma Gestalt é um todo de partes sem síntese, já em sua definição deparamo-nos com dois significantes, aparentemente opostos, os quais delimitam os desafios éticos, políticos e antropológicos da clínica em nossos dias: diferença e inclusão.  Cada dimensão ou figura em uma gestalt delimita uma diferença, e todas elas estão comunicadas de modo não coercitivo, de onde se segue que, em uma clínica gestáltica, não operemos a partir de finalidades ou princípios. E é em nome dessa forma anárquica de compreender o que emerge em uma experiência que a clínica gestáltica se propõe ao exercício da inclusão às diferenças que se apresentam como discursos diversificantes e formas de vida diferentes.  Mas quais são hoje as diferenças às quais a clínica pode acolher? Qual o sentido ético, político e antropológico do acolhimento enquanto um projeto clínico?

Estas foram algumas das questões que nortearam a quinta edição deste evento que, por sua qualidade e diversidade, já é uma tradição entre os que reconhecem, na Gestalt-terapia entendida como Analítica da Forma, um projeto de clínica ampliada com aplicabilidade no  SUS  e SUAS.

Nesse sentido, o V GTCatarina incluiu, como evento paralelo e contíguo, o 1º Encontro Cultura Solidária, no qual o Instituto Granzotto apresentou e debateu os sete produtos culturais realizados no âmbito deste que é o primeiro projeto que relaciona Artes Integradas e Saúde Mental aprovado pelo Ministério da Cultura e que se chamou Projeto Inclusão Psicossocial na Cultura. Além de convidados nacionais e internacionais de grande renome no campo da saúde mental, o encontro contou com a participação dos diferentes sujeitos envolvidos nas 100 oficinas em Artes Integradas realizadas entre os meses de agosto de 2013 e março de 2014. Tratou-se de participar à comunidade acadêmica e clínica os efeitos de inclusão psicossocial produzidos a partir do emprego das tecnologias de acolhimento à psicose desenvolvidos no Instituto Granzotto.

4GTCatarina

I Encontro Paul Goodman 

“O sentido político da Gestalt-terapia”

O que é desejar quando a sujeição ao biopoder assume uma dimensão global? Pode o desejo ser diverso? Pode a clínica diversificar?

 Estas são as questões norteadoras da quarta edição do GTCatarina – Encontro Regional de Gestalt-terapia, cujo programa está voltado para discutir o lugar do desejo na clínica gestáltica e o sentido político das criações desejantes, tais como nós as encontramos  nas artes e  nas políticas públicas de inclusão das diversidades.

Inspirados em Laura Perls, segundo quem “não fosse por ele não haveria nada de significativamente relevante na GT”, discutiremos as contribuições de Paul Goodman para uma interpretação anárquica e ácrata da clínica enquanto um projeto político.

 

3º GT CATARINA

“Contato em questão: intimidade e virtualidade

No repertório de significantes  vinculados à Gestalt-terapia, o termo “contato”  talvez seja o mais conhecido.  Para muitos de nós, fazer Gestalt-terapia é fazer contato. O que significa dizer: fazer Gestalt-terapia é viver esse momento ambíguo chamado “contato”, o qual implica, por um lado, a manifestação do estranho entre mim e meu(s) semelhante(s): intimidade. Por outro, a possibilidade de integração (ou recusa) deste estranho à realidade de cada qual: virtualidade. 

Porém, em uma cultura, como a nossa, que acredita poder tratar o íntimo como se fosse algo senão demonstrável ao menos observável, em uma cultura para a qual a virtualidade é um objeto de consumo imediato e em tempo real, em que medida podemos reconhecer vivências de contato? Qual a atualidade dessa noção em tempos de comunicação “ciberespacial”? Em que medida ela ainda pode justificar esse projeto ético que denominamos Gestalt-terapia? 

Em sua terceira edição, o Encontro Catarinense de Gestalt-terapia (GT Catarina) dedica-se a pensar estas questões a partir de três eixos temáticos, descritos a seguir, e em torno dos quais você poderá participar, seja como anuente seja como proponente de painel, comunicação, mesa de discussão ou oficina terapêutica. Sejam todos bem-vindos!

 

2° GT CATARINA 

As clínicas gestálticas

Em uma época de declínio dos significantes do poder (lei, estado, pai...), as pessoas buscam a clínica por motivos que não necessariamente tem relação com a ansiedade que sentem frente à expectativa dos semelhantes.

Elas também querem fazer algo com a angústia decorrente do fato de não conseguirem identificar seus próprios excitamentos, ou com a aflição advinda das mais variadas formas de exclusão econômica, ético-política e situações de luto.

Qual lugar essas vivências reservam aos clínicos? Quais estratégias de intervenção elas exigem? Com o tema “as clínicas gestálticas”, nosso encontro procura discutir as possibilidades clínicas da Gestalt-terapia, principalmente aquelas estabelecidas na literatura e na prática gestálticas: clínica das neuroses e da perversão, clínica das psicoses, clínica do sofrimento ético-político e dos novos sintomas (alienação).

I GT CATARINAO sentido ético da clínica gestáltica

Instituir, em Santa Catarina, um espaço de interlocução para os que vêem na Gestalt-terapia a ocasião de uma “ética”: eis o propósito maior deste encontro que nós, do Instituto Muller-Granzotto de Psicologia Clínica Gestáltica organizamos em 2008.

Durante dois dias compartilhamos práticas, idéias e desafios que constituem nosso ofício de clínicos gestálticos. Para tanto, contamos com a colaboração de renomados parceiros vindos de outros centros de Gestalt-terapia, além de nossa equipe de profissionais e alunos do Curso de Especialização em Gestalt-terapia.